| Livro Sexualidade na Maturidade
Anatomia genital da mulher A idade traz dificuldades para o exercício da sexualidade, mas não é impedimento. Talvez tenhamos que nos adaptar a algumas circunstâncias, sem no entanto ter que nos privar da prática sexual. Vimos no último número de “Breves de Saúde, o boletim eletrônico da mulher”, uma exposição da Profa.Dra.Maria Lúcia Bueno Garcia sobre a osteoartrose. Essa doença reumatológica pode determinar dor, deformação e redução da movimentação nas articulações/juntas do corpo. É um exemplo de patologia que pode restringir ou dificultar o desempenho sexual, mas não impedir. Entretanto, minha preocupação maior é a de reforçar o direito da mulher ao exercício da sexualidade em qualquer idade, sem culpas, sem constrangimentos, em qualquer grupo social. Abaixo transcrevo trecho extraído de meu livro “Sexualidade na Maturidade”, editora Brasiliense, 2002: O pleno exercício da sexualidade exige maior familiaridade com a parte física de nossos genitais, por nós e também por nossos companheiros. Isso evita certos constrangimentos ou dificuldades, como a relatada por uma paciente há alguns anos, de que o marido a masturbava na virilha, pensando que estivesse em algum ponto sensível de seus genitais!
 A mulher em geral conhece bem a anatomia de seu rosto, onde exatamente estão suas rugas, quais os “defeitinhos” que gostaria de consertar, quais seus pontos “altos”, etc. É igual em relação ao seu corpo. Entretanto, essa sabedoria nem sempre ocorre sobre essa parte específica, que são seus genitais. Os homens conhecem menos ainda a anatomia da mulher. Assim, dificulta a descoberta de seus pontos mais sensíveis, mais excitáveis, que é um bom ponto de partida no relacionamento sexual. As outras partes estão mais expostas para comparação, mas os genitais em geral são escondidos, são partes de nosso corpo que não exibimos para as pessoas, tampouco para as amigas mais íntimas, enquanto que entre homens a familiaridade é tanta, que urinam em coletividade e até existe concurso para ver quem tem o maior pênis! Assim, não é raro que a mulher tenha conceitos equivocados, que geram angústia, aflições e mesmo complexos, Freqüentemente recebo paciente que com dificuldade supera sua timidez ou constrangimento, para se queixar de alguma “anomalia” em seus genitais. Na grande maioria das vezes, nada há de errado e a paciente sente um imenso alívio ao constatar sua “normalidade” anatômica. Isso decorre também das diferenças individuais, pois ninguém é igual a ninguém e aí existe então uma enormidade de variações anatômicas, ainda dentro dessa normalidade. Sexualidade na Maturidade
Editora Brasiliense, 2002  Onde encontrar
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