A melhora da qualidade de vida com implantes dentais
Prof. dr. Samy Tunchel

Muitos anos se passaram até que uma mudança realmente significativa afetasse de tal forma a odontologia, como a introdução, nos anos 80, dos chamados implantes dentais ósseo-integráveis.

Mesmo a fluoretação das águas, que teve papel fundamental na saúde publica, não foi tão festejada quanto a possibilidade de, através destes implantes, devolver aos pacientes, independentemente da sua idade, os dentes perdidos.

Até há muito pouco tempo, o uso de prótese total (dentadura) ou próteses parciais removíveis (pontes móveis) era um caminho tido como natural para todos que tivessem a sorte de chegar à terceira idade.

Sabemos porem que estes aparelhos sempre foram uma solução frágil e de pouca eficiência. A queixa sempre presente de que as próteses estavam frouxas e que não se conseguia comer adequadamente perseguia a maioria das pessoas que as utilizavam.

Mesmo com todos os métodos de prevenção adotados, dentes são perdidos e hoje podem ser substituídos, quase na sua totalidade, por implantes dentais que devolvem, em primeiro lugar, a função mastigatória do paciente e, na maioria das situações, uma estética perfeita.

Quando a técnica de implantes foi introduzida, a partir dos trabalhos do médico sueco P.I. Brannemark, o objetivo era devolver a função de mastigação para aqueles pacientes que haviam perdido todos os seus dentes ao longa da vida, por doenças ou acidentes.

Com a evolução da técnica e a sua aceitação cada vez maior, tanto pelos profissionais da área quanto pelos pacientes, hoje podemos incluí-la dentro do plano de tratamento habitual, chegando a ponto de trocarmos dentes com prognóstico duvidoso por implantes dentais.

Consideramos hoje a possibilidade, por exemplo, de extrair uma raiz com infecção recorrente e no local, no mesmo ato cirúrgico, instalar um implante, com índice de sucesso acima dos 95%, o que seria fora de cogitação há 15 ou 20 anos atrás.

Mais do que repor dentes perdidos, os implantes são uma forma de prevenção da perda óssea dos maxilares, uma vez que, quando instalados adequadamente, eles preservam o volume ósseo, evitando que o paciente ao longo da vida perca em função ou na estética.

Convém lembrar que apesar do tratamento com implantes poder ser feito em qualquer idade, quanto antes lançamos mão da técnica, menos complicada ela deverá ser. Imaginemos que é mais complexo fazer qualquer ato cirúrgico quanto mais avançada a idade do paciente. Esta afirmação vale também para as cirurgias de instalação de implantes orais e de enxertos ósseos, quando necessários.

Qualquer pessoa com boa saúde geral pode receber implantes dentais. Estes podem devolver um único dente perdido ou todos os elementos dentais de uma boca. Podem ser instalados imediatamente após a extração de um dente, ou em um segundo tempo cirúrgico.

Várias são as possibilidades. Os implantes podem ser utilizados para segurar uma prótese pré-existente, para auxílio nos tratamentos ortodônticos ou mesmo para suporte de próteses auriculares, oculares e de reabilitação de pacientes que sofreram mutilações traumáticas ou cirúrgicas.

Fundamental ressaltar que apesar da técnica estar bastante difundida, ela requer um planejamento preciso baseado em exames radiográficos e tomográficos confiáveis, aliado à visão de um trabalho de equipe onde cirurgião, protesista, radiologista e protético trabalhem em conjunto.



Prof. dr. Samy Tunchel
Cirurgião-dentista e especialista em periodontia.
Mestre em implantodontia.
Professor dos cursos de pós-graduação da Unisa.
Consultório: Rua Ásia , 173 - Cerqueira César - São Paulo
Tel: 55-11-3081.6799.
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