| Breves Literatura impura
Textos selecionados por Renata Pallottini O dramaturgo norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) foi um dos primeiros homens de letras que, no século XIX, lançaram-se a defender o status feminino, como extensão da própria individualidade e liberdade do ser humano.
Bom exemplo disso é sua peça Casa de Bonecas, de 1879, de cujo final damos um fragmento, neste primeiro número de Literatura Impura.
O diálogo se dá entre Nora, protagonista, e seu marido, Helmer:
“NORA: ... Quando eu morava em casa de papai, ele opinava a respeito de tudo. E eu tinha as mesmas opiniões. Se por acaso não tivesse, mentia, porque senão ele iria se desgostar. Ele me chamava de sua bonequinha e brincava comigo da mesma forma como eu brincava com as minhas bonecas. E, quando vim morar com você...
HELMER: É assim que você se refere ao nosso casamento?
NORA: Eu quero simplesmente dizer que fui passada das mãos de papai para as suas. Você organizou tudo de acordo com seu gosto. E eu passei a ter o mesmo gosto, ou talvez tenha fingido ... Minha vida tem sido fazer gracinhas para você, Torvald. Você e papai me fizeram um grande mal ... Eu preciso tentar educar a mim mesma. E tenho que fazer isso sozinha !"
Renata Pallottini
Poeta e dramaturga, autora de "Um calafrio diário", poesia, ed. Perspectiva; "Dramaturgia de Televisão", ensaio, Ed.Moderna; "Ofícios e Amargura" , romance, Ed. Scipione; "As três Rainhas Magas", infantil, ed. Brasiliense, entre outros títulos.  Indicação de livro
“MÃE DE UTI amor incondicional” - Maria Julia Miele Uma história de amor eterno e sem limites.
Um livro onde uma mãe que, acompanhando a luta de sua filha (Sofia) pela vida, abre seu coração em cada página, nos fazendo mergulhar de corpo e alma nesse mundo das UTI’s. Mãe de UTI, de Maria Julia Miele, que acaba de ser lançado pela Terceiro Nome (www.terceironome.com.br, fone (011) 5093-8216) lança ao solo o preconceito E a predileção ao belo e forte, nos ensinando a cada linha sobre o olhar do coração, “que não julga, não classifica, somente ama”.
Na apresentação de Mãe de UTI, o médico psiquiatra e também escritor José Outeiral diz: “É um livro também de esperança, pois nos mostra como é possível elaborar situações dramáticas e dolorosas, criando a partir da dor e assim ajudando a si mesmo e aos outros”.
O jornalista Gilberto Dimenstein, que assina a contra-capa de Mãe de UTI, escreve: “Não é um livro de alguém que foi derrotado, mas de que soube aprender a lidar com a dor e fazer dela fonte de ensinamento e solidariedade”.
A história de Maria Julia e Sofia foi contada, mas não termina com a última página do livro, ela segue adiante por meio de um grupo de apoio fundado pela autora. O Grupo de Apoio Humano a Mães e Pais Intensivistas - GAHMPI nasce com o livro, dando voz a tantos outros que como ela, vivem esse drama da era moderna.
Maria Julia Miele
Gênero: Biografia
Páginas: 176
Preço: R$ 31,00
 Versos
“Luas de papel" - Ana Luiza Fonseca Tive a felicidade de participar do lançamento do livro de Ana Luiza Fonseca, em setembro de 2004. “Luas de papel”, Massao Ohno Editor, é rico em versos delicados como a delicadeza e leveza de sua autora. Alguns selecionados por mim:
“Tentei plantar sementinhas.
Não sou tão sábia ao sol
sob meu chapéu de fitas”
“Como dizer o perfume
de tantos jasmins
em torno da casa.”
“Minha mãe, abraça-me
para que eu não mais procure
pegadas sobre a areia.”
“Não se morre.
A vida
Torna-se casulo”
Ana Luiza Fonseca  Foto escolhida
Xangai, China - Soraia do Carmo Natale Filpo Moino 
Soraia do Carmo Natale Filpo Moino, de São Paulo e atualmente residindo com seu marido em Xangai, na China, estuda arduamente essa língua milenar, seu som e sua escrita, afora inúmeras outras atividades que vem desenvolvendo.
Refere que lá o calor se parece com o efeito estufa do verão de New York, acima dos 37°C, quando não bate os 40°C. Conta ainda que, para se proteger do sol e do calor, as chinesas de bicicleta usam mangas longas postiças, chale sobre os ombros que parece fralda de neném e uma viseira tipo máscara de soldador... os mais velhos e mais simples acrescentam uma toalha molhada sobre a cabeça; as mulheres que andam a pé, usam um guarda-sol especial com proteção UV (raios ultra-violeta), além dos óculos de sol.
“- Lembrei-me da minha avó indo à feira nos dias de sol: bem que ela iria gostar da novidade com proteção UV.”
A empolgação da Soraia é instigante, desperta em mim uma enorme vontade de conhecer esse país e seu povo, cuja economia, dizem, irá ultrapassar a dos países ocidentais em poucas décadas. As fotos são de sua autoria, enviadas por email.
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